O que são afinal os biomarcadores ?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

De acordo com “The Biomarker Consortium” do NIH os biomarcadores são características objectivamente medidas e avaliadas como indicadores de processos biológicos normais, processos patogénicos ou respostas farmacológicas a intervenções terapêutica.
Os biomarcadores podem ser usados na prática clínica para identificar o risco ou para diagnosticar uma doença, estratificação de pacientes, avaliar a gravidade da doença ou progressão, predizer o prognóstico ou orientar o tratamento.

No desenvolvimento de medicamentos os biomarcadores podem ser usados para ajudar a determinar como a droga age no organismo, para determinar a dose biologicamente efectiva de um medicamento, para ajudar a avaliar se um medicamento é seguro ou eficaz, e para ajudar a identificar pacientes com maior probabilidade de responder a uma tratamento, ou são menos propensas a sofrer um evento adverso quando tratados com uma droga. Os biomarcadores podem às vezes ser usado como parte do processo de aprovação de um medicamento ou tratamento, para informar tomada de decisões regulatórias.

Como o uso de biomarcadores cria o potencial para nos individualizar o tratamento, os biomarcadores são críticos para a realização de uma nova era de ”saúde personalizada".
O advento da medicina molecular tem resultado em um crescimento explosivo na descoberta de novos biomarcadores e o âmbito do conhecimento de biomarcadores no desenvolvimento de medicamentos. Este facto deve-se às novas tecnologias como a genómica, proteómica e imagem. No entanto, para ser útil, os biomarcadores devem ser rigorosa e amplamente testados antes de serem considerados válidos para os usos médicos a que se propõem.

Existem vários exemplos de biomarcadores como se exemplifica no gráfico seguinte e em FDA e TNO
Os biomarcadores integram-se assim nos chamados Meios Complementares de Diagnóstico (MCD), os dispositivos que permitem obter informação médica que vai para além do que é possível pela examinação
física e pela anamnese. Podemos classificar os MCD usando a tecnologia em que se baseiam:
  • Diagnóstico in-vitro: envolve sempre a colheita de uma amostra biológica que é testada fora do organismo humano. A patologia clínica é o exemplo por excelência sendo a anatomia patológica um misto entre in-vitro e imagem.
  • Diagnóstico por imagem: elaboração de imagens através de radiações com ou sem recurso a contrastes e sua interpretação: Exemplos raios X, osteodensitometria, mamografia computorizada, ecografias, tomografias, ressonâncias, etc
  • Outros tecnologia de diagnóstico: angiografias, testes de audição, endoscopias, urodinãmica, etc.

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