Roche muda de estratégia de biomarcadores em cancro do pulmão

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A Roche anunciou ontem que chegou a acordo com a Genzyme para obter uma sub-licença de utilização de propriedade intelectual necessária para o desenvolvimebto do seu próprio teste de detecção de mutações activadoras do oncogéne EGFR (epidermal growth factor receptor) por vezes denominado HER-1.



Esta mutações são relevantes em vários tipos de cancro e são alvos terapêuticos específicos em cancro do pulmão de células não pequenas, um dos tipos de cancro mais frequentes e fulminantes.

Ora esta notícia constitui uma mudança importante a dois níveis:

Por uma lado a Roche tem esperado que o acordo de distribuição com a DxS (entretanto adquirida pela Quiagen) lhe permitisse ter acesso ao teste sem custos de desenvolvimento. Este investimento parece indicar que a Roche já não espera que o diferendo que a opões à DxS se resolva em tempo útil e tempo é dinheiro.

Por outro lado, a posição da Roche de que o seu medicamento para cancro do pulmão Tarceva não requer biomarcadores "companion", ao contrário do que afirma a Astra Zeneca (empresa que comercializa o concorrente IRESSA), parece estar a ser abandonada.

Mudar para melhor é sinal de inteligência. Espera-se que se obtenha melhores resultados ao nível da eficácia nos sub-grupos de pacientes identificados com utilização do teste. E isto é saúde personalizada no seu melhor.

Press Release Roche

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